Automação e tecnologia: a chave para o novo perfil de profissionais em segurança

Diego Rodríguez Velázquez Por Diego Rodríguez Velázquez
5 Min de leitura
Ernesto Kenji Igarashi

Ernesto Kenji Igarashi, com experiência sendo especialista em segurança institucional e proteção de autoridades, esclarece que o mercado de trabalho em segurança vive sua maior reconfiguração em décadas. Enquanto funções puramente presenciais e repetitivas perdem espaço para a automação e o monitoramento remoto, cresce de forma acelerada a demanda por profissionais capazes de integrar análise de riscos, inteligência, tecnologia e gestão. Portanto, a consequência é um mercado polarizado, com excesso de candidatos na base e escassez severa nas áreas estratégicas.

Ao longo deste artigo, você encontrará um mapa das carreiras do futuro no setor, as tendências que estão redesenhando as trilhas de formação e os caminhos concretos para quem deseja migrar da base operacional para as áreas estratégicas da segurança.

O que está redesenhando o mercado de segurança?

Três forças convergem para transformar o setor. A primeira é tecnológica, com videomonitoramento inteligente, analytics e plataformas integradas, assumindo tarefas de vigilância contínua e liberando o humano para análise e decisão. A segunda é regulatória e reputacional, dado que legislações de proteção de dados, exigências de compliance e a pressão por governança elevaram a segurança ao nível dos comitês executivos. A terceira é geopolítica e social, com o aumento da exposição de lideranças públicas e empresariais, criando demanda sustentada por proteção de autoridades e executivos.

Dentre esse panorama, Ernesto Kenji Igarashi evidencia em suas análises que o profissional do futuro não será definido pela farda ou pelo posto, e sim pela capacidade de traduzir risco em linguagem de negócio. Organizações não contratam mais apenas presença física; elas contratam julgamento, método e capacidade de antecipação, competências que nenhuma câmera substitui.

Formação profissional: o que estudar e em que ordem?

A trilha de formação mais eficiente começa pela base conceitual em gestão de riscos e segurança corporativa, avança para especializações setoriais, por exemplo, proteção de executivos, inteligência ou grandes eventos, e se consolida com competências de gestão, como planejamento, orçamento e liderança. Como especialista em segurança institucional e proteção de autoridades, Ernesto Kenji Igarashi explica que as certificações internacionais reconhecidas pelo mercado, cursos de análise de inteligência e programas de proteção de dignatários funcionam como sinalizadores de qualidade em processos seletivos cada vez mais criteriosos.

Ernesto Kenji Igarashi
Ernesto Kenji Igarashi

Por outro lado, é um erro tratar a formação profissional como colecionismo de certificados. O mercado aprendeu a distinguir currículo de capacidade e valoriza trajetórias que combinam estudo formal, experiência supervisionada e exposição progressiva a operações reais. Nessa mesma lógica, a mentoria de profissionais experientes tornou-se um acelerador de carreira decisivo, encurtando em anos a curva de maturidade de quem está em transição para funções estratégicas.

As competências invisíveis que separam os contratados dos preteridos

De maneira adicional, existe um conjunto de competências raramente ensinado em sala de aula e sistematicamente avaliado em entrevistas para posições sênior; a comunicação executiva, capacidade de escrever análises claras, inteligência emocional sob pressão, discrição absoluta e fluência mínima em tecnologia e dados formam o filtro real das contratações de alto nível. 

Ernesto Kenji Igarashi destaca que, na proteção de autoridades em particular, a confiabilidade pessoal e a capacidade de operar com serenidade em ambientes de alta visibilidade valem tanto quanto qualquer diploma, porquanto o profissional passa a integrar o círculo mais sensível da organização.

Além disso, o domínio de idiomas voltou a ser diferencial concreto, impulsionado pela internacionalização das operações de proteção e pelos eventos globais sediados no país. Quem constrói hoje esse repertório estará posicionado exatamente onde a escassez de talento é maior.

Onde estará o talento quando o mercado precisar dele?

O horizonte até 2030 sugere um setor menor em volume de postos tradicionais e significativamente maior em valor agregado por profissional, com as áreas estratégicas absorvendo os melhores salários e as trajetórias mais longevas. Ernesto Kenji Igarashi conclui que as organizações que estruturarem agora seus programas de formação profissional e as pessoas que investirem nas competências certas colherão essa transição como oportunidade, e não como ameaça. 

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