Entre igrejas escavadas na rocha, Antonella Giancoli mostra como a Benarrivati aborda Lalibela na Etiópia

Lena Soravina Por Lena Soravina
5 Min de leitura
Antonella Amaral Giancoli

Patrimônio, peregrinação e vida religiosa se encontram em um dos conjuntos mais emblemáticos da Etiópia, exigindo uma visita atenta ao significado que o lugar mantém até hoje

Em Lalibela, conhecer as igrejas escavadas diretamente na rocha exige uma leitura diferente daquela aplicada a um sítio arqueológico convencional. As 11 construções medievais continuam ligadas à prática religiosa e recebem fiéis e peregrinos, fazendo com que arquitetura, história e espiritualidade permaneçam inseparáveis.

Para Antonella Giancoli, fundadora da Benarrivati, essa condição muda a própria construção do roteiro. O objetivo não é apenas apresentar um conjunto reconhecido pela UNESCO, mas preparar o viajante para entrar em um espaço que mantém sua função religiosa séculos depois de sua criação.

Um patrimônio que continua em uso

As igrejas de Lalibela foram esculpidas na própria rocha e são tradicionalmente associadas ao reinado do rei Lalibela, que buscou criar no século XII uma espécie de Nova Jerusalém no território etíope.

Passagens, trincheiras e túneis conectam diferentes partes do conjunto, enquanto igrejas como Biete Medhani Alem e Biete Ghiorgis revelam soluções arquitetônicas distintas dentro do mesmo complexo.

Mas a importância de Lalibela não pertence apenas ao passado. O local continua sendo um centro de devoção da Igreja Ortodoxa Etíope, com sacerdotes, monges, celebrações e peregrinações que fazem parte de sua rotina.

O calendário religioso interfere na visita

Grandes celebrações do calendário ortodoxo podem alterar significativamente o movimento em Lalibela. Para a Benarrivati, compreender essas datas ajuda a decidir quando incluir o destino e que tipo de vivência o viajante encontrará.

Evitar períodos mais movimentados pode fazer sentido para quem procura uma visita mais concentrada na arquitetura e na história. Para outros, testemunhar uma celebração religiosa pode acrescentar uma dimensão importante, desde que isso aconteça com respeito à comunidade e às práticas locais.

“Lalibela não pode ser tratada apenas como um conjunto extraordinário de igrejas antigas. É um lugar que continua tendo significado religioso para quem vive e peregrina ali. Antes de pensar em horários ou percursos, precisamos entender essa dimensão e preparar o viajante para entrar com respeito em um espaço que continua vivo”, afirma Antonella Giancoli.

O guia ajuda a conectar arquitetura e religião

A escolha de um bom profissional local faz diferença porque aquilo que se observa nas igrejas está diretamente relacionado à história do cristianismo etíope.

Mais do que apontar datas ou elementos arquitetônicos, a condução pode explicar por que determinados espaços existem, como o conjunto se relaciona simbolicamente com Jerusalém e de que maneira práticas religiosas continuam presentes no cotidiano de Lalibela.

Essa contextualização permite compreender que o valor do lugar não está apenas na técnica necessária para escavar igrejas inteiras na rocha, mas na continuidade de seu uso ao longo dos séculos.

Curadoria também envolve saber como entrar

Para a Benarrivati, incluir Lalibela em um roteiro pela Etiópia exige mais do que reservar uma visita. Horários, calendário religioso, condução local e comportamento dentro dos espaços sagrados precisam fazer parte do planejamento.

Antonella Giancoli considera que esse cuidado é especialmente importante em destinos onde patrimônio histórico e vida contemporânea ocupam exatamente o mesmo espaço.

Em Lalibela, o diferencial não está em atravessar uma porta fechada aos demais visitantes. Está em compreender que aquelas igrejas nunca deixaram de pertencer, antes de tudo, às pessoas que continuam encontrando nelas um lugar de fé.

Sobre a Benarrivati

Fundada e liderada por Antonella Giancoli, a Benarrivati é uma holding de viagens de alto padrão especializada em desenhar jornadas sob medida pelo solo europeu e africano. Com operação própria e equipes de concierges locais, a companhia elimina intermediários para garantir segurança jurídica, transparência financeira e discrição inegociável em cada etapa da experiência. Pautada pela ética do relacionamento e pela valorização do tempo, a Benarrivati transforma a hospedagem em propriedades privadas em uma forma de preservar memórias e legados familiares.

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