Com o avanço de projetos que priorizam reformas inteligentes e de menor impacto estrutural, Daugliesi Giacomasi Souza, especialista em arquitetura e design pela DGdecor, reorganiza espaços residenciais e comerciais com base em leituras técnicas de planta, circulação e uso. O conceito de arquitetura de interiores como ferramenta de transformação sem demolições ganhou força no mercado brasileiro, especialmente em grandes centros urbanos, onde o custo e o tempo de obra pesam na decisão dos moradores.
Quando redecorar não é suficiente
Há uma diferença técnica relevante entre decorar e reprojetar um espaço. A decoração atua sobre os elementos visíveis: mobiliário, cores, iluminação, acessórios. A arquitetura de interiores, por sua vez, parte da análise do fluxo de circulação, da proporção entre os ambientes e da relação do espaço com a luz natural para propor intervenções que alteram a percepção e a funcionalidade de forma mais estrutural. Essa distinção define quando cada abordagem é mais adequada.
Daugliesi Giacomasi Souza examina, nos projetos da DGdecor, se o problema relatado pelo cliente é de ordem estética ou funcional antes de definir a abordagem. Quando o desconforto está na forma como os cômodos se conectam, na ausência de privacidade entre áreas ou na dificuldade de circulação, a solução passa pela reorganização espacial, e não necessariamente por uma obra de grande porte.
Reformas inteligentes: o que muda sem derrubar paredes
Uma das frentes mais relevantes da arquitetura de interiores contemporânea é a capacidade de transformar ambientes por meio de intervenções que não exigem demolição. A reconfiguração do mobiliário, o uso de divisórias modulares, a criação de volumes com marcenaria planejada e a redistribuição dos pontos de iluminação são ferramentas que, combinadas corretamente, modificam profundamente a experiência de um espaço.

Em projetos conduzidos pela DGdecor, Daugliesi Giacomasi Souza reduz o escopo de obra ao identificar quais intervenções produzem maior impacto funcional com menor custo e prazo. Essa análise técnica tem se mostrado especialmente valiosa em apartamentos compactos, onde cada decisão de layout repercute diretamente na qualidade de uso do espaço como um todo.
A iluminação como instrumento de arquitetura
A iluminação é frequentemente subestimada como elemento arquitetônico, mas tem papel central na percepção dos volumes, na delimitação de zonas funcionais e na criação de hierarquias visuais dentro de um ambiente. Um projeto luminotécnico bem resolvido pode ampliar a percepção de espaço em áreas compactas, criar zonas de intimidade em ambientes amplos e destacar elementos arquitetônicos que passariam despercebidos com uma iluminação genérica.
A fundadora da DGdecor, Daugliesi Giacomasi Souza, projeta os sistemas de iluminação de forma integrada ao conceito arquitetônico de cada espaço, definindo camadas de luz (geral, tarefa e destaque) que funcionam de maneira coordenada conforme o uso e o horário do dia. Esse planejamento luminotécnico é desenvolvido antes da execução para garantir que a infraestrutura elétrica acompanhe as necessidades do projeto sem adaptações posteriores.
Arquitetura de interiores e o mercado imobiliário
Um desdobramento relevante da arquitetura de interiores é sua relação crescente com o mercado imobiliário. Imóveis com projetos de interiores tecnicamente bem resolvidos apresentam valorização superior no momento da venda ou locação, e esse fator tem levado um número crescente de investidores e proprietários a incluir o projeto de interiores como parte da estratégia de gestão do imóvel, e não apenas como uma decisão pessoal de moradia.
Daugliesi Giacomasi Souza desenvolve na DGdecor projetos voltados também para esse perfil de cliente, com foco na criação de ambientes que ampliem o apelo comercial do imóvel sem perder a coerência técnica e estética. O trabalho envolve desde a seleção de acabamentos neutros e de alta durabilidade até a reorganização espacial que maximize a percepção de área útil, atributos que pesam diretamente na avaliação de mercado do bem.
